Forró e o regionalismo redentor do nordeste brasileiro – música popular em uma cultura de migração Ver ampliado

Forró e o regionalismo redentor do nordeste brasileiro – música popular em uma cultura de migração

Autor : Jack Draper III

ISBN: 978-85-64586-88-8

Formato: 16x23 cm

Paginas: 254

Mais detalhes

R$ 45,00

Forró e o regionalismo redentor do nordeste brasileiro – música popular em uma cultura de migração <p><strong>Forró e o regionalismo redentor do nordeste brasileiro – música popular em uma cultura de migração</strong></p> <p><strong>Jack Draper III</strong></p> <p><span>O gênero de Música Popular Brasileira forró sempre foi caracterizado pelo movimento. Pode-se traçar de forma ampla a história do gênero através de fluxos de produção cultural e de pessoas por todo o Brasil e além. Entre os espaços rurais e urbanos, entre locais de produção regionais e nacional, entre o interior e o litoral, entre a marginalidade cultural e a aclamação nacional e entre a origem e diáspora, o forró e seus artistas, os forrozeiros, sempre se moveram entre algumas das grandes antinomias da modernidade latino-americana. Os forrozeiros conseguiram continuar o movimento vital que conduz à inovação diacrônica e à altamente complexa alegorização do gênero – ao mesmo tempo em que mantém um imaginário sincrônico, redentor, que vislumbra um Brasil alternativo, no qual trabalhadores rurais possam não mais ser marginalizados ou esquecidos.</span></p> <p class="western" align="JUSTIFY"><span>Neste livro, a aproximação teórica revela o amplo desenvolvimento histórico do forró e os seus expansivos esforços em representar o Nordeste brasileiro, seu povo, e sua migração em grande escala. Os esforços neste sentido são ilustrados por meio de análise de letras, instrumentação, estilos e espaço de performances. Esses discursos e práticas estão contextualizados em uma série de literatura secundária sobre a região Nordeste e experiências migratórias dos nordestinos. É enfatizado o modo como esses elementos de representação se engajaram estrategicamente na indústria cultural moderna brasileira, desde os anos 1940 até o presente. Além disso, a análise sublinha o quanto o ponto de vista do forró como subalterno e regionalista demarca os limites de algumas das ideologias nacionais hegemônicas (como a celebração desenvolvimentista do progresso relativo à industrialização e a promoção do Rio de Janeiro a “centro cultural” do país).</span></p>
R$ 36,00

Forró e o regionalismo redentor do nordeste brasileiro – música popular em uma cultura de migração

Jack Draper III

O gênero de Música Popular Brasileira forró sempre foi caracterizado pelo movimento. Pode-se traçar de forma ampla a história do gênero através de fluxos de produção cultural e de pessoas por todo o Brasil e além. Entre os espaços rurais e urbanos, entre locais de produção regionais e nacional, entre o interior e o litoral, entre a marginalidade cultural e a aclamação nacional e entre a origem e diáspora, o forró e seus artistas, os forrozeiros, sempre se moveram entre algumas das grandes antinomias da modernidade latino-americana. Os forrozeiros conseguiram continuar o movimento vital que conduz à inovação diacrônica e à altamente complexa alegorização do gênero – ao mesmo tempo em que mantém um imaginário sincrônico, redentor, que vislumbra um Brasil alternativo, no qual trabalhadores rurais possam não mais ser marginalizados ou esquecidos.

Neste livro, a aproximação teórica revela o amplo desenvolvimento histórico do forró e os seus expansivos esforços em representar o Nordeste brasileiro, seu povo, e sua migração em grande escala. Os esforços neste sentido são ilustrados por meio de análise de letras, instrumentação, estilos e espaço de performances. Esses discursos e práticas estão contextualizados em uma série de literatura secundária sobre a região Nordeste e experiências migratórias dos nordestinos. É enfatizado o modo como esses elementos de representação se engajaram estrategicamente na indústria cultural moderna brasileira, desde os anos 1940 até o presente. Além disso, a análise sublinha o quanto o ponto de vista do forró como subalterno e regionalista demarca os limites de algumas das ideologias nacionais hegemônicas (como a celebração desenvolvimentista do progresso relativo à industrialização e a promoção do Rio de Janeiro a “centro cultural” do país).

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