Os franciscanos e a Igreja na Idade Média -  A Arbor vitae crucifixae Iesu de Ubertino de Casale Ver ampliado

Os franciscanos e a Igreja na Idade Média - A Arbor vitae crucifixae Iesu de Ubertino de Casale

AutorAna Paula Tavares Magalhães

ISBN: 978-85-8499-055-9

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R$ 50,00

Os franciscanos e a Igreja na Idade Média - A Arbor vitae crucifixae Iesu de Ubertino de Casale <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Garamond, Garamond, serif;"><span>O fenômeno das Cruzadas (1096-1270) contribuiu decisivamente para diversas transformações do Ocidente medieval. Dentre elas, o fato de levar os cristãos dessa parte do mundo às terras onde Jesus havia vivido. Tal fato fez com que, lentamente, fosse substituída a distante “Luz de Deus” das igrejas românicas, a natureza divina de Deus, pelo mais próximo “Deus Luz” das catedrais góticas, Cristo, natureza humana de Deus, que tocava os seus frequentadores. Isso motivou, dentre outros elementos, a ideia de se retomar a imitatio Christi, viver à maneira de Cristo. Dentre as várias propostas, uma efetivamente aceita pela Igreja foi a franciscana, intitulada desde então como “ordem mendicante”. Todavia, seu imenso sucesso acabou por acolher inúmeros participantes, o que acabou por descaracterizá-la, trazendo inúmeras necessidades materiais impostas por esse aumento de seus membros. Tal fato não havia passado desapercebidamente pelo pontífice já que o franciscanismo, na pureza de suas ideias, tangenciava a heresia. Perdia-se, dessa forma, aquela que fora a proposta original dos mendicantes. Disto resultou à cisão entre os franciscanos Espirituais e a comunidade, situação que ainda é agravada por posturas mais radicais da sociedade da época, que desejavam a pobreza absoluta, inclusive da Igreja, gestando várias heresias. É nesse complexo contexto que surge a obra de Ubertino de Casale, propondo a retomada dos princípios originais da fraternidade, divergindo dos caminhos que a ordem franciscana havia tomado. Ana Paula Tavares Magalhães aborda esse intrincadíssimo momento com uma maestria única, trazendo à luz os diversos aspectos inseridos nessa querela e tornando essa difícil questão palatável e com toda a densidade que ela possui. Obra imprescindível para quem quer compreender a complexidade da Baixa Idade Média dentro de um de seus elementos mais centrais: a religiosidade e a instituição eclesiástica. Boa leitura. </span></span></p> <p class="western"><strong><span style="font-family: Garamond, Garamond, serif;">Ruy de Oliveira Andrade Filho</span></strong></p>
R$ 40,00

O fenômeno das Cruzadas (1096-1270) contribuiu decisivamente para diversas transformações do Ocidente medieval. Dentre elas, o fato de levar os cristãos dessa parte do mundo às terras onde Jesus havia vivido. Tal fato fez com que, lentamente, fosse substituída a distante “Luz de Deus” das igrejas românicas, a natureza divina de Deus, pelo mais próximo “Deus Luz” das catedrais góticas, Cristo, natureza humana de Deus, que tocava os seus frequentadores. Isso motivou, dentre outros elementos, a ideia de se retomar a imitatio Christi, viver à maneira de Cristo. Dentre as várias propostas, uma efetivamente aceita pela Igreja foi a franciscana, intitulada desde então como “ordem mendicante”. Todavia, seu imenso sucesso acabou por acolher inúmeros participantes, o que acabou por descaracterizá-la, trazendo inúmeras necessidades materiais impostas por esse aumento de seus membros. Tal fato não havia passado desapercebidamente pelo pontífice já que o franciscanismo, na pureza de suas ideias, tangenciava a heresia. Perdia-se, dessa forma, aquela que fora a proposta original dos mendicantes. Disto resultou à cisão entre os franciscanos Espirituais e a comunidade, situação que ainda é agravada por posturas mais radicais da sociedade da época, que desejavam a pobreza absoluta, inclusive da Igreja, gestando várias heresias. É nesse complexo contexto que surge a obra de Ubertino de Casale, propondo a retomada dos princípios originais da fraternidade, divergindo dos caminhos que a ordem franciscana havia tomado. Ana Paula Tavares Magalhães aborda esse intrincadíssimo momento com uma maestria única, trazendo à luz os diversos aspectos inseridos nessa querela e tornando essa difícil questão palatável e com toda a densidade que ela possui. Obra imprescindível para quem quer compreender a complexidade da Baixa Idade Média dentro de um de seus elementos mais centrais: a religiosidade e a instituição eclesiástica. Boa leitura.

Ruy de Oliveira Andrade Filho

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