Dramatização dos corpos – arte contemporânea e crítica feminista no Brasil e na Argentina Ver ampliado

Dramatização dos corpos – arte contemporânea e crítica feminista no Brasil e na Argentina

AutorLuana Tvardovskas

ISBN: 978-85-8499-016-0

Formato: 16x23 cm

Paginas: 488

Mais detalhes

R$ 60,00

Dramatização dos corpos – arte contemporânea e crítica feminista no Brasil e na Argentina <p><span style="font-family: Garamond, serif; font-size: 12pt;"><strong>Dramatização dos corpos – arte contemporânea e crítica feminista no Brasil e na Argentina</strong></span></p> <p> <strong style="font-family: Garamond, serif; font-size: 12pt;">Luana Tvardovskas</strong></p> <p class="western" style="text-align: justify;"> <span style="font-family: Garamond, serif;">Não é novidade falar do desconhecimento do trabalho realizado pelas mulheres nas artes visuais, não apenas no Brasil, apesar do registro crescente de uma extensa e expressiva produção nessa área, muitas vezes, já contando com reconhecimento internacional. Na contramão dessa tendência de invisibilidade, este estudo pioneiro em arte e feminismo focaliza, com muita sensibilidade, as criações artísticas de três artistas brasileiras, Ana Miguel, Rosana Paulino e Cristina Salgado, e de três argentinas, Silvia Gai, Claudia Contreras e Nicola Costantino, destacando não apenas a dimensão feminina de suas criações, mas sobretudo a visada feminista aí implícita. A diferença se faz notar entre um e outro termo e, nessa direção, Luana S. Tvardovskas chama a atenção para a crítica feminista da cultura presente nas poéticas visuais dessas mulheres, inspirando-se nas instigantes reflexões de Benjamin, Foucault, Deleuze e de intelectuais feministas como Griselda Pollock, Rosi Braidotti, Leonor Arfuch, Norma Telles e Tania Swain.</span></p> <p class="western" style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span>Com essas referências teóricas, a autora percebe a arte não apenas enquanto expressão de ideias e produção de imagens, mas como campo de forças que desestabiliza regimes de verdades hegemônicos, subverte hierarquias cristalizadas, atravessa fronteiras, cria outras interpretações, possibilitando a experiência de devires inesperados e novos encontros. É em sua dimensão política, portanto, que este livro dá visibilidade às obras dessas artistas rebeldes, que não necessariamente se reconhecem como feministas. Ainda assim, suas práticas artísticas da liberdade, ao criarem um “museu imaginário feminista”, como quer a autora, na esteira de André Malraux, incidem diretamente sobre os signos da cultura patriarcal, denunciando o pensamento falocêntrico e seus efeitos de exclusão, investindo contra a violência de gênero, contra os modos de opressão e de sujeição das mulheres, no passado e no presente. Ao radicalizarem suas posturas ousadas e transgressoras, revelam a insatisfação feminina diante do instituído e daquilo que foi naturalizado historicamente. Contudo, para além da denúncia, suas criações artísticas sugerem outros modos de sentir, outras possibilidades de experiência, tendo como horizonte a criação de um mundo mais humanizado, ético e libertário. E, nisso, afirmam sua dimensão política feminista na própria arte.</span></span></p> <p class="western" style="text-align: justify;" align="justify"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span>Margareth Rago</span></span></p>
R$ 48,00

Dramatização dos corpos – arte contemporânea e crítica feminista no Brasil e na Argentina

 Luana Tvardovskas

 Não é novidade falar do desconhecimento do trabalho realizado pelas mulheres nas artes visuais, não apenas no Brasil, apesar do registro crescente de uma extensa e expressiva produção nessa área, muitas vezes, já contando com reconhecimento internacional. Na contramão dessa tendência de invisibilidade, este estudo pioneiro em arte e feminismo focaliza, com muita sensibilidade, as criações artísticas de três artistas brasileiras, Ana Miguel, Rosana Paulino e Cristina Salgado, e de três argentinas, Silvia Gai, Claudia Contreras e Nicola Costantino, destacando não apenas a dimensão feminina de suas criações, mas sobretudo a visada feminista aí implícita. A diferença se faz notar entre um e outro termo e, nessa direção, Luana S. Tvardovskas chama a atenção para a crítica feminista da cultura presente nas poéticas visuais dessas mulheres, inspirando-se nas instigantes reflexões de Benjamin, Foucault, Deleuze e de intelectuais feministas como Griselda Pollock, Rosi Braidotti, Leonor Arfuch, Norma Telles e Tania Swain.

Com essas referências teóricas, a autora percebe a arte não apenas enquanto expressão de ideias e produção de imagens, mas como campo de forças que desestabiliza regimes de verdades hegemônicos, subverte hierarquias cristalizadas, atravessa fronteiras, cria outras interpretações, possibilitando a experiência de devires inesperados e novos encontros. É em sua dimensão política, portanto, que este livro dá visibilidade às obras dessas artistas rebeldes, que não necessariamente se reconhecem como feministas. Ainda assim, suas práticas artísticas da liberdade, ao criarem um “museu imaginário feminista”, como quer a autora, na esteira de André Malraux, incidem diretamente sobre os signos da cultura patriarcal, denunciando o pensamento falocêntrico e seus efeitos de exclusão, investindo contra a violência de gênero, contra os modos de opressão e de sujeição das mulheres, no passado e no presente. Ao radicalizarem suas posturas ousadas e transgressoras, revelam a insatisfação feminina diante do instituído e daquilo que foi naturalizado historicamente. Contudo, para além da denúncia, suas criações artísticas sugerem outros modos de sentir, outras possibilidades de experiência, tendo como horizonte a criação de um mundo mais humanizado, ético e libertário. E, nisso, afirmam sua dimensão política feminista na própria arte.

Margareth Rago

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