Imagem-espessura – entre fotografia, cinema e vídeo Ver ampliado

Imagem-espessura – entre fotografia, cinema e vídeo

AutorLucy Figueiredo

ISBN: 978-85-8499-077-1

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R$ 40,00

Imagem-espessura – entre fotografia, cinema e vídeo <p align="justify"><span style="font-family: 'Myriad Pro', 'Myriad Pro', sans-serif;"><span><span style="font-family: Garamond, serif;">A série fotográfica </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Potsdamer Platz</em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">, 1997-1999, de Michael Wesely é hoje referência no panorama da fotografia contemporânea. A obra cria relações tensivas entre a fotografia e outros sistemas de representação, como o cinema, e gera um campo de instabilidade levantando questões que se antagonizam como : fixidez e cinetismo, movimento e estase. Alguns experimentos anteriores realizados por Wesely, como </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Lochkamera Portrait </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">(1988); </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Madri </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">(1991); </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Schule </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">(1994) e </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>American Landscape </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">(1999–2000), são também analisados neste livro. Essas obras aqui reunidas traduzem um processo de construção de imagens fotográficas constituídas por uma linguagem processual. A configuração das diversas inscrições que se amalgamam em um único fotograma traz a ideia de se condensar vários instantes em um </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>continuum </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">fotográfico em uma imagem palimpsesto. Nesses ensaios o autor revela um tempo não mais encapsulado como instante, mas apresenta um transcorrer temporal que parece imbuído na tarefa de corroer os vestígios da aparência. O adensamento dos traços inscritos por meio das camadas justapostas revela profundidade e se traduz em </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>imagem espessura</em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">. Seu trabalho vincula-se às propostas vanguardistas do início do século XX e aos movimentos surgidos nos anos de 1970, nos quais foram abolidas as narrativas que primavam por investigações restritas ao núcleo específico das linguagens. A paisagem urbana torna-se pano de fundo para a observação dos processos semióticos que ocorrem nesses textos visuais. A representação da cidade é marcada pela paisagem difusa típica das metrópoles, e se revela por meio de suas tramas, malhas, sobreposições e artérias, que, juntas, propiciam o fluxo vital desse organismo vivo, desse corpo urbano que habitamos. Nas análises finais observa-se, por meio da obra de outros autores, alguns pontos de contato com as fotografias </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Potsdamer Platz</em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">. A obra de Ansel Kiefer em seu trabalho pictórico da série </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Lilith </em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">(1987), e o filme </span><span style="font-family: Garamond, serif;"><em>Passei-o</em></span><span style="font-family: Garamond, serif;">, de Gisela Motta e Leandro Lima (2005), juntam-se para a construção de pontes de análise, diálogo e permutas, com o trabalho de Michael Wesely.</span></span></span></p>
R$ 32,00

A série fotográfica Potsdamer Platz, 1997-1999, de Michael Wesely é hoje referência no panorama da fotografia contemporânea. A obra cria relações tensivas entre a fotografia e outros sistemas de representação, como o cinema, e gera um campo de instabilidade levantando questões que se antagonizam como : fixidez e cinetismo, movimento e estase. Alguns experimentos anteriores realizados por Wesely, como Lochkamera Portrait (1988); Madri (1991); Schule (1994) e American Landscape (1999–2000), são também analisados neste livro. Essas obras aqui reunidas traduzem um processo de construção de imagens fotográficas constituídas por uma linguagem processual. A configuração das diversas inscrições que se amalgamam em um único fotograma traz a ideia de se condensar vários instantes em um continuum fotográfico em uma imagem palimpsesto. Nesses ensaios o autor revela um tempo não mais encapsulado como instante, mas apresenta um transcorrer temporal que parece imbuído na tarefa de corroer os vestígios da aparência. O adensamento dos traços inscritos por meio das camadas justapostas revela profundidade e se traduz em imagem espessura. Seu trabalho vincula-se às propostas vanguardistas do início do século XX e aos movimentos surgidos nos anos de 1970, nos quais foram abolidas as narrativas que primavam por investigações restritas ao núcleo específico das linguagens. A paisagem urbana torna-se pano de fundo para a observação dos processos semióticos que ocorrem nesses textos visuais. A representação da cidade é marcada pela paisagem difusa típica das metrópoles, e se revela por meio de suas tramas, malhas, sobreposições e artérias, que, juntas, propiciam o fluxo vital desse organismo vivo, desse corpo urbano que habitamos. Nas análises finais observa-se, por meio da obra de outros autores, alguns pontos de contato com as fotografias Potsdamer Platz. A obra de Ansel Kiefer em seu trabalho pictórico da série Lilith (1987), e o filme Passei-o, de Gisela Motta e Leandro Lima (2005), juntam-se para a construção de pontes de análise, diálogo e permutas, com o trabalho de Michael Wesely.

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